20/05/2021

Rapa Nui ou Ilha de Páscoa: um encontro de dois mundos

Quando ouvimos falar em Rapa Nui, ou Ilha de Páscoa, logo pensamos nos Moais* – aquelas esculturas
Foto Sylvia Leite - Matéria Rapa Nui - BLOG LUGARES DE MEMÓRIA
gigantescas de pedra vulcânica, talhadas por povos ancestrais da região – povos esses que, como qualquer outro, tinham sua própria língua, costumes e crenças. Ao chegarmos lá, no entanto, nos damos conta de que os atuais nativos da ilha, embora façam questão de preservar suas tradições, e mantenham as características físicas de seus antepassados, são cidadãos chilenos, falam espanhol, e, em sua maioria, já nasceram dentro da religião católica. Esse encontro de culturas e crenças certamente foi traumático, e até violento, nos períodos de ocupação, mas hoje parece naturalmente harmonizado.

Um dos sinais mais evidentes dessa mescla está nas
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fachadas de prédios públicos e residências, que alternam elementos e símbolos das duas culturas. Se, por um lado, é comum encontrar grafismos rapa nuis na decoração de muros e portões – que vão desde representações de figuras religiosas ou mitológicas, até signos de uma escrita, ou protoescrita, denominada Rongorongo** - , por outro, você pode se deparar com oratórios encrustrados em muros e virados para a rua, como se estivessem sendo ofertado aos passantes.

Símbolos e costumes


A mistura natural das duas culturas se reflete até mesmo em prédios de empresas estrangeiras que se instalam por lá. Caso de um banco espanhol que, embora mantenha na fachada da agência as linhas
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básicas de sua identidade visual, imprimiu no muro de entrada, com o mesmo destaque dado à logomarca da empresa, baixos relevos de grafismos locais, que representam figuras míticas como Makemake – o deus criador da humanidade – e o lendário Tangata Manu, ou Homem-pássaro, que protagoniza lendas e rituais em Orongo*** – uma aldeia cerimonial da ilha –, entre outros.

O cemitério, instalado à beira mar, combina as cruzes cristãs, geralmente brancas, com lápides escuras, feitas de pedra vulcânica, onde estão
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gravados, em baixo relevo ou pintura, desenhos das divindades locais. Além disso, exibe um colorido característico do lugar. Tudo isso obedecendo uma organização espacial que, por um lado, reproduz as quadras dos cemitérios ocidentais, mas que, por outro, tem elementos muito próprios como canteiros de flores naturais demarcados por pequenas pedras.

Para completar, o cemitério está localizado ao lado do Ahu Tahai – na verdade um complexo que reúne três ahus e é o único que fica dentro dos limites da cidade. Tem acesso livre – diferente dos outros ahus – e é considerado o melhor lugar da ilha para se admirar o por do sol. Os famosos ahus, ou plataformas de Moais, conhecidos no mundo inteiro como símbolos da Ilha de Páscoa, poderiam ser descritos como verdadeiros campos santos porque cada Moai nada mais é que a lápide de uma pessoa importante da comunidade. Na frente, e nas laterais dos Moais, costuma haver uma grande quantidade de pedras arredondadas dispostas de maneira tal que ganham a aparência de uma calçada, uma espécie
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de terminação diante da fileira de estátuas, mas, que são, na verdade, as lápides das pessoas comuns.

A mescla na religião


A mistura de símbolos aparece também na igreja, cuja fachada de traços ocidentais sustenta uma decoração composta por pinturas étnicas e onde imagens de santos convivem lado a lado com esculturas de madeira que retratam divindades ou mitos locais. A fusão de elementos se dá também nas missas celebradas aos domingos, quando a trilha sonora é composta por cânticos nativos. Mais que isso: em dias festivos, as missas de domingo podem ser celebradas à beira mar, na praia de Anakena tendo como cenário o Ahu Nau Nau – considerado o mais antigo e mais bem preservado da ilha.

Nessas cerimônias, mais sincretismo. Após a missa, é servido o
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tradicional Curanto – uma espécie de churrasco que reúne vários tipos de peixe – especialmente o atum, que é abundante na região – tubérculos e frutas. Além de não incluir carnes de mamíferos, o Curanto diferencia-se do nosso churrasco por assar os alimentos na pedra quente. Mas, num movimento de aculturação, a parte dos peixes já começa a ser transferida para grelhas.

A preparação do Curanto é considerada um ritual rapa nui que alguns restaurantes vendem dentro de pacotes caríssimos, ao lado de shows com música, dança e figurino locais. Mas quando a comida é feita na praia, para ser servida gratuitamente após a
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missa, a cerimônia acaba sofrendo uma mescla, pois além de compor uma programação voltada aos católicos, antes dos alimentos serem retirados das chapas e grelhas, recebem a bênção do padre. Sem contar que, pelo menos na cerimônia registrada pelo ‘lugares de memória”, o padre estava usando um chapéu de penas que aludem a indumentárias típicas da ilha. Mas isso, segundo alguns nativos, não pode ser tomado como uma tradição local e sim como escolha pessoal daquele sacerdote.

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Um encontro de medicinas


Até no atendimento à saúde, as duas culturas se cruzam e convivem de modo harmônico. Dentro de um hospital convencional, que foi construído e funciona nos moldes ocidentais – os rapa nuis mantêm uma equipe especial para pesquisa e aplicação de medicina ancestral. E não se trata de um departamento separado, destinado a atender apenas pacientes de gosto alternativo.

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O tratamento com medicina ancestral, que é feito à base de ervas, especialmente a cúrcuma, está disponível para todos, internados ou não, muitas vezes em combinação com os métodos convencionais. O tratamento é feito por nativos, em sua maioria mulheres, que além de conhecer os métodos de cura rapa nuis, dedicam-se à execução de um ciclo que começa na colheita das espécies, passa pela preparação dos medicamentos para só então se concluir com a prescrição e aplicação nos pacientes.

Grande parte das plantas usadas no preparo dos remédios nasce naturalmente na ilha, especialmente dentro da cratera do vulcão Rano Kau, de onde se retiram, também, plantas usadas para confeccionar roupas e cordas. Mas, tanto para ampliar a oferta, como para explorar menos o ambiente do vulcão, considerado sagrado pela tradição rapa nui, os praticantes da medicina ancestral passaram a cultivar as espécies medicinais em seus próprios quintais.

Para completar, o aeroporto, pelo qual se passa muito rapidamente na chegada, fecha com chave de
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ouro o espetáculo de mescla cultural. Num saguão que, por sua arquitetura, poderia ser confundido com o de qualquer aeroporto de cidade pequena, os símbolos locais se impõem desde a entrada ou melhor, antes dela, no jardim. E a surpresa maior se localiza na sala de espera que, além de ter grande parte de sua área a céu aberto, exibe símbolos locais até nos cinzeiros de chão.

E, na hora do embarque, como se quisessem nos proporcionar uma intermediação entre o mergulho que demos em seu mundo e o retorno à nossa realidade, os rapa nuis nos fazem passar por um túnel que lembra os ‘fingers’ dos grandes aeroportos, mas diferencia-se deles porque além de
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fixo é construído de madeira e lembra uma cabana, o que nos leva a estabelecer o último contato com a estética da ilha.


Um missionário agregador


Embora parte de tudo isso possa estar relacionada ao ambiente turístico que se criou na ilha, fica claro que há, de fato, uma comunhão natural de costumes e signos e talvez se possa arriscar dizer que a combinação harmônica de duas culturas tão distintas pode ter sido facilitada pela ação de um homem que até hoje é reverenciado pelos rapa nuis.

Sebastián Englert foi um missionário alemão da ordem dos Capuchinhos que chegou a Rapa Nui em 1935 e escolheu a ilha como local de moradia. Os nativos afirmam que além do sacerdócio, ele se dedicou ao estudo da sociedade, do estilo de vida e da linguagem locais, reunindo um extenso material que
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foi publicado em vários livros. O mais conhecido talvez seja ‘La Tierra de Hotu Matu’a, que teve sua primeira edição em 1948.

Além de estudioso, Sebastián Englert teria sido um ativista em defesa conservação dos monumentos da cultura Rapa Nui e viajou pelo mundo fazendo palestras sobre suas pesquisas a fim de levantar fundos para essa causa. Não é sem razão que o principal museu da ilha recebeu o nome de Museo Antropológico P. Sebastián Englert (MAPSE).

Uma história trágica


Rapa Nui ou Ilha de Páscoa é a terra habitada mais isolada do planeta. O lugar mais próximo é a pequena ilha Pitcaim, situada a 2090km. Embora pertença ao Chile, país da América do Sul, está localizada na Oceania. A distância entre Rapa Nui e Valparaíso, a província do Chile à qual está subordinada, é de 3.700 km. Demora-se mais para ir de Santiago a Hanga Roa, a capital e única cidade de Rapa Nui, do que de São Paulo a Santiago usando-se o mesmo tipo de transporte.

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Inicialmente desabitada, Rapa Nui foi descoberta antes do ano 1.000 de nossa era por povos polinésios vindos, provavelmente, das Ilhas Marquesas. Não há registros escritos sobre esses primeiros tempos mas, de acordo com a tradição oral, a civilização rapa nui desenvolvida a partir dos polinésios, vivia de uma agricultura intensiva que incluía especialmente inhame, batata-doce e banana, da pesca e da criação de galinhas, que era feita em ambientes fechados construídos com pedra.

Essa civilização teria sido praticamente extinta entre os séculos 16 e 17, depois de vivenciar uma
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sequência de guerras internas – provavelmente relacionadas a disputas envolvendo a capacidade de esculpir e erguer novos moais – e também em consequência de problemas ecológicos****.

Alguns acreditam que para movimentar os Moais, as diversas comunidades extraíram cada vez mais madeira, acabando com a floresta. Para outros, a destruição foi causada por um fenômeno natural semelhante ao El Niño.

Segundo a tradição oral, as tribos em conflito descendiam do rei Hotu Matua, o primeiro a pisar em Rapa Nui e eram regidas por seus seis filhos. A cada tribo, Hoto Matu doou uma parte da ilha. Ao longo do tempo, as tribos teriam crescido e passado a viver em constante disputa.
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Depois dos polinésios, chegaram os holandeses. Eles permaneceram apenas cinco dias, mas batizaram a ilha como nome pelo qual é conhecida até hoje no Ocidente: Ilha de Páscoa – uma alusão à data de chegada dos barcos: 5 de abril de 1722, um domingo de páscoa. Outras visitas rápidas se sucederam incluindo espanhóis e ingleses, esses últimos sob o comando do famoso capitão Cook.

No século 19, havia apenas cerca de 100 habitantes na ilha, o que pode ser explicado por vários fatores como, por exemplo, a disseminação de doenças e e chegada de roedores trazidos por visitantes estrangeiros, ou a captura de nativos para serem
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levados ao Ocidente como escravos. Conta-se inclusive, que parte deles voltou à ilha com Hanseníase, uma doença infecciosa conhecida como Lepra por ser provocada pela bactéria Mycobacterium leprae.


Europeus e chilenos


A ocupação europeia de Rapa Nui começou somente em 1864, com a chegada de franceses que iniciaram uma criação de ovelhas, depois retomada por uma empresa do Thaití. Rapa Nui foi anexada
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ao Chile em 1888 por meio de um tratado internacional denominado “Acuerdo de Voluntades” e firmado entre o rei nativo Atamu Tekena e o capitão de corveta Policarpo Toro. Esse acordo, que por um lado cede a soberania do Chile sobre a ilha, por outro assegura aos rapa nuis autonomia e respeito por seu autogoverno. Garante, ainda, a propriedade coletiva sobre a terra.

Desrespeitando inteiramente os termos do tratado, o Chile arrendou a ilha a companhias exploradoras europeias, entre as quais se destaca uma empresa escocesa que assumiu a criação de ovelhas ocupando para isso quase toda a área da ilha. Os rapa nuis foram escravizados e confinados em uma pequena área de Hanga Roa, onde hoje se localiza a cidade de mesmo nome, sem direitos civis e impossibilitados de cultivar a terra. Há relatos de estupros. Muitos fugiram para o Tahiti. Enquanto isso, o rebanho crescia a ponto de chegar a 60 mil ovelhas, o que acabou destruindo a flora local. Somente em 1966 é que os Rapa Nuis passaram a ser considerados cidadão chilenos.

Atualmente, segundo guias locais, a ilha tem cerca de 10 mil habitantes (dados de novembro de 2019),
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dos quais oito mil são rapa nuis ou castizos (isto é, descendentes de rapa nuis com europeus ou americanos) e dois mil são estrangeiros ou chilenos do continente*****.

Se, por um lado, as culturas rapa nui e cristã fundem-se harmonicamente, o mesmo não pode ser dito a respeito da postura dos nativos em relação a imigração. Talvez ainda marcados pelo ressentimento histórico mas, principalmente, pela necessidade de afirmação da própria cultura e, acima de tudo, de preservação ambiental, os rapa nuis opõem-se firmemente à chegada de novos habitantes e isso inclui os chilenos do continente,
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mas para impedi-los legalmente de viver na ilha seria preciso mudar a Constituição do país.

A compreensível posição dos rapa nuis no sentido de proteger a ilha atinge também os turistas, que além de pagar caro por tudo, precisam de tickets para entrar na maior parte dos sítios arqueológicos e esses tickets são vendidos conjuntamente o que impõe ainda mais restrições pois não se pode escolher comprar apenas um ou dois. Além disso, alguns lugares só podem ser visitados uma única vez. Caso da Fábrica de Moais*, onde os antigos nativos esculpiam suas estátuas gigantes.

E tem mais: embora o turismo tenha enorme importância econômica para a ilha, ninguém é incentivado a voltar. No aeroporto, os rapa nuis se despedem com shows e gentis agradecimentos pela visita, mas – talvez na certeza de que não faltará quem queira conhecer a ilha e certos de que o aumento do turismo colocaria em risco a preservação ambiental – , não se ouve de nenhum deles o costumeiro ‘volte sempre’.



* Aguarde, neste blog, matéria sobre os Moais e sua fábrica.

** Leia, aqui no blog, matéria sobre os símbolos Rongorongo.

*** Leia, aqui no blog, matéria sobre o homem pássaro na aldeia cerimonial de Orongo.

**** A história de Rapa Nui é polêmica e torna-se cada vez mais difícil conhecê-la com precisão, tendo em vista o grande número de estudiosos e suas respectivas teorias. O que está apresentado aqui é uma seleção das informações mais divulgadas pelos próprios rapa nuis, com o fim de dar uma ideia, senão dos fatos, mas pelo menos do que se diz ter ocorrido na ilha.

***** O censo de 2017 aponta a existência de 7 mil 750 habitantes e uma projeção de 8 mil 277 para 2020.


Rapa Nui - Território especial do Chile - Oceania

Texto: Sylvia Leite 
Jornalista - MTB: 335 DRT-SE / Linkedin / Lattes 

Participação especial: Mônica Guimarães, da Modê Bijus

Fotos: Sylvia Leite

Referências:

Sites:


Unesco
Iwgia

Livros:

Isla de Pascua, Historia del Pueblo Rapanui - Catherine & Michel Orliac.
Isla de Pascua, Isla Tierra - Paul Bahn /John Flenley
Los Ancestros de Rapa Nui, guía do Museo Atropológico Padre Sebastián Englert.

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8 comentários:

  1. depois que li a matéria, fui pesquisar um pouco mais e vi que a Ilha de Pascoa fica bem no meio do caminho entre a America e a Oceania. E é cercada de mistérios e também é considerado o território habitado mais isolado do mundo, seu apelido e UMBIGO DO MUNDO.

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    1. É verdade, Maggio, fica bem no meio do Pacífico, mas pertence à Oceania.

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  2. um lugar mágico, com certeza. Quero muito conhecer!

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  3. Só conhecia as esculturas gigantescas e algumas lendas fantasiosas sobre elas. Muito bom ter informações bem fundamentadas sobre esse lugar peculiar, sua história, sua cultura desenvolvida tão isoladamente. É revoltante saber como sofreram a "tutela da civilização". O Homo Sapiens, mais uma vez, o grande predador de seus semelhantes...

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  4. Legal neste caso é como o nome Ilha de Pascoa pegou na Rapa Nui. Achei triste a historia deste povo. E ao ver alguns cartazes de turismo ou relato de viajantes nunca falam isso. Obrigado por compartilhar. Abraços

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  5. Que maravilha a Ilha de Pascoa pegou e o Rapa Nui. Sou completamente doido pra conhecer um dia esse lugar incrível. Obrigado por compartilhar tanta coisa que ainda não conhecia, adorei.

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    1. Que bom que gostou. Volte sempre. Toda semana tem matéria nova no blog.

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